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O Quase Diário

O Quase Diário

espreguiça. sorri.

02.06.16, Joana Cavalcanti

Gosto de fechar os olhos quase em modo meditativo. Sentir mesmo que seja a imaginar o sol a queimar a pele, o sal esbranquiçado que a marca de forma engraçada que nem verão.

Os mil e um sinais que tenho na cara em forma de constelações deslocam-se quando a cara se revolve no espreguiçar prazeroso, no quente doce de sol de praia de quem adormeceu na areia e acabou de acordar. serena, feliz. sem nada a mudar.

Que espreguiça. sorri.

 

O sol do Meco. Melhor ainda se for contigo.*sem necessidade de nada mudar, ou depender.

 

{Há sempre paz naquele adormecer e acordar de sabor mar e verão. Há sempre mil e uma memórias dessa sensação e o saber que as quero multiplicar e recriar. Há sempre areia na minha toalha, (a que irrita tantos, que te deixa com comichões que me fazem rir) mas que a mim, me faz serena e feliz - como quem espreguiça de um doce acordar de sol. Tudo está bem. Está tudo simplesmente como devia estar. Mesmo o que ainda possa ter que se remodelar e sarar, sentir, arrumar, recomeçar, que terá o seu moldar de novo. Está tudo bem porque existe a vida que acontece e sem pressas deixo acontecer. Há sempre acordares na areia (ou não), em casa, na cama conhecida, um espreguiçar e sorri no sabor de verão e toalha de praia cheia de areia quente. Se for inverno, tudo se replica em edredons, e no calor de um chá (de camomila). Espreguiçar. Sorrir.}