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O Quase Diário

O Quase Diário

Sobre Amor #4 [Carta de Amor às Histórias de Amor]

31.05.18, Joana Cavalcanti

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Às vezes acho que so não morro pelas histórias de amor. Pelos livros onde mergulho, pelos filmes em que os olhos lacrimejam, pelas minhas histórias de amor. Pelo Homem que me toca, e a pele se faz arrepiar.

Às vezes acho que só as histórias de amor me mantém viva. Só as histórias de amor dissipam esta nuvem depressiva que tenho sobre mim e trazem felicidade.

Às vezes sou viciadíssima em histórias de amor. Das que tropeçam, das que serenam, das que abalam, das que palpitam, das que enternecem para sempre, das "dos que são só às vezes", das de todos os dias, das minhas preferidas, as dos para sempre até velhinhos.

Com muito amor, tua sempre,

Joana

Sobre Amor #6

29.05.18, Joana Cavalcanti

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Éramos groupies muito à nossa maneira, à maneira de quem prega um beijo na boca na música, de quem toca o céu das estrelas, se enamora pelo artista e mete conversa.
Éramos concertos de primeira fila contra as grades, gritos e letras todas de cor.
Éramos amizades, amores, paixões platónicas, curtes, zangas, pazes. Éramos boleias de desabafos, boleias de cusquice, boleias de adormece no meu colo, boleias de risadas, boleias de amigos.
Éramos estrada fora, por música. Fomos Portugal Norte e Sul. Festivais de várias estações, (os meus preferidos os de verão). Éramos loucos, fools, doidos, felizes, cheios de garra, novos, e sonhávamos até à lua. Éramos porta de sala de espetáculos, éramos coro e estrelas da sala também. Éramos o Tom e os Amazing Cats. Éramos os últimos a sair. Éramos horas sem fim.
Fomos alguns a quem já chamei melhores amigos de coração. Somos o ainda bem que foi assim. Ainda bem tudo. Ainda bem que fizeram parte de mim, a música, as pessoas, estrada. E o amor da minha vida que encontrei aqui. Ainda bem tudo. Ainda que foi assim.

Vamos falar de Comida? [Mindful Eating]

24.05.18, Joana Cavalcanti

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Já deste por ti e por uma refeição, terminada sem sequer dar pelo sabor da mesma. Já deste por ti a comer agarrado ao telemóvel e a acabar de comer em 2 minutos, e cheio de fome ainda por cima?

De certeza que já comeste sem consciência da refeição que estavas a fazer.

Comer distraído e sem saborear, mastigar e absorver na sua essência os nutrientes que temos nas nossas refeições diárias é um dos factores que nos leva: ao aumento do peso, pois comemos mais do que o necessário; a não estarmos em sintonia com os nossos sinais de fome e saciedade, não sabendo assim distinguir quando temos fome ou não; a distracção e não estar consciente no momento pode também levar-te a comer por estados reactivos e emocionais, tudo menos fome real, algo que podes evitar estando no aqui e agora com diversas técnicas de Mindful Eating.

Um Exercício Base que podes implementar e que faz toda a diferença é este:

  • Antes de começar a comer, Para e Respira fundo. Se estiveres sozinha(o), fecha os olhos.
  • Pergunta-te a ti mesma (o) "Tenho fome de Quê?"
  • Se for fome real, nutre o teu corpo de forma consciente e calma. Se for fome emocional, não comas, procura resolver o que te preocupa ou deixa-te estar apenas com o que te incomoda sem medo. (tudo é passageiro).
  • Mastiga bem, mastiga várias vezes.
  • Sente o sabor dos alimentos, distingue os vários ingredientes.
  • Saboreia!

Sobre Amor #7 [Caso-me Assim]

24.05.18, Joana Cavalcanti

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Nunca sonhei com vestidos de noiva. Sempre sonhei com casar. A dois, pelo registo, num ambiente super íntimo. Usar alianças o mais clássicas possível, de ouro amarelo e forma arredondada. Casar no dia em que mais gostavas de casar - no verão. [Afinal somos um amor de verão de um ano inteiro] Caso-me contigo com o meu vestido de noiva inventado de um guarda roupa casual. Caso-me contigo para a vida toda. 
Leva-me depois do cartório para um Meco bem quente e salgado a dois.

Sobre Amor #6 Carta de Amor ao Eu

24.05.18, Joana Cavalcanti

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O primeiro amor da tua vida tens de ser Tu mesma. Só depois podes amar e dar-te no teu todo genuíno e sem amarras. Pode ser um clichê, mas se o é que deixe de ser, que seja a tua realidade vivida. Que te sorrias e digas "bom dia meu amor", assim, de orelha de fora e de cabelo alaranjado de sol e que secou ao natural. 
Então, o amor, outro amor gigante acontece. Espero por Ele. Assim, orelha de fora quando ponho o cabelo por de trás. Como acontecia à 6 anos atrás e quando me tiravas fotos. Sorrias com esta minha característica. Só agora ao gostar-me assim percebo que é minha, e é tão bom. Espero por ti de orelha de fora do cabelo que deixei secar ao natural. Sem complexos. Espero a saber que gostar de mim significa sair do desleixo e começar a cuidar. Espero ainda agarrada ao abraço que me deste, aos beijos cheios de amor que não larguei ainda nem vou largar até chegares. Espero-te neste chão. Na nossa casa, num sonho realizado. Pronta para o começar a viver. Espero-te a saber o caminho, que começa por mim. E espero-te ainda agarrada ao teu abraço, aos teus beijos, que decorei para não largar. Até que voltes e te viva. Porque quero-me meu amor. E então outro amor acontece. Porque te quero meu amor (também).

Do Diário #2

24.05.18, Joana Cavalcanti

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Everything happens for a reason - verdade com a qual a minha vida me tem confrontado vezes e vezes sem conta, quase como que de forma circular. Como que a vir lembrar-me de que sou capaz de reerguer mesmo quando bato no fundo uma e outra vez. Como que a deixar acesa a luz de esperança, de serenidade, nos dias 'não'.
Tudo acontece por uma razão - acredito com todas as forças, da crise de ansiedade que tive esta manhã, às dúvidas existenciais, aos pacotes de bolachas que comi para tentar em vão apaziguar e no fim acabar só em mais culpa, tudo terá no fim o sentido de me tornar mais forte, decidida, na direcção certa, feita de aprendizagens.
Everything happens for a reason, em paz no agora, perdoo o passado, agarro-o como aprendizagem, deixo ir a bagagem pesada, ficar as lições sem julgamentos duros. Foi o que foi. Mas tudo está no presente como deve estar. Contigo estás segura, lembras-te? - O teu mantra e mandamento.
Everything happens for a reason. Confia na vida, confia em ti, que o caminho até aqui foi apenas o que tinha de ser - a tua missão. Mesmo quando dói lembra-te que vai valer a pena. O Amor dos dias bons vem sempre.

Sobre Amor #5

24.05.18, Joana Cavalcanti

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Quem diria que um dia viria a perder todas as minhas certezas vincadas, para entrar "numa boa" , ou pelo menos começar um processo de confiar que "tudo está como deve estar", ou ir confiando que o caminho se faz e a vida se transforma no meio das adversidades. Que não existem os 'nuncas' por que me fazia valer como escudo. E que o Homem da minha vida que era a paixão mais louca e arrebatadora que nem Romeu e Julieta, se tornaria a Paz dos meus dias, a agitação boa, a paixão que aquece sem co-depêndecias, e amizade, a melhor de todas. Aquele por quem fico em pulgas que chegue a casa para lhe contar uma novidade ou qualquer banalidade, e em retorno, Ele, aquele que fica por dentro em pulgas também até chegar a casa fica para me dar as novidades ao vivo e a cores, neste precioso quality time prezado. O Romeu e Julieta passaram à história, trocando as voltas à fatalidade pela bela cumplicidade e pelo Nós na aceitação plena, mesmo no meio do reboliço é o amor real de dois opostos-comuns que se atraem {tanto}. Refilamos muito, mas amamos ainda mais. E confiamos sempre, mesmo no amuo das incertezas. É um amor imperfeito que tanto quero e me quer.
Quem diria que perderia as certezas e esta necessidade de controlar tudo na vida que nem gestor de risco de banca. Quem diria que voltaria às minhas jardineiras, num simplificar de vida, de volta às camisolas de riscas, neutros ao casual, ao amor próprio. Sentindo-me mais Eu, mais mulher que nunca. Quem diria há uns tempos, dias, que os medos se superam a seu tempo e que este clichê de "um dia de cada vez" é uma verdade universal para a vida, pessoal e Transmissível.

Do Diário #1

24.05.18, Joana Cavalcanti

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O meu dia começa com medo. Medo de sair da cama, de acordar e começar uma rotina. É a ansiedade paralisante. Levo uma hora a tentar vencer o medo e conseguir contar até cinco para me levantar. O meu gato dá-me os bons dias, e aquele pelo fofinho aquece-me o coração, lembra-me que há sorrisos, assim como abrir o estore e ver o sol entrar pela janela.
Paraliso no pequeno almoço e contento-me com um simples pão com queijo em vez dos meus ovos mexidos ou papas de quinoa, (quando não sou capaz de fazer nada mais ao meu paladar, é porque é uma crise de ansiedade feia).
Tento não entrar em paranóia por ter de estar de baixa, por ser necessário mudar a areia ao gato e ter de ir ao pingo doce enfrentar pessoas, por ser necessário lidar com a realidade, do básico ao complexo. Vou.
A vida vai acontecendo no dia de hoje, com mais baixos que altos, com compulsões alimentares e um ataque de pânico.
Mas com uma caminhada de 5km a ouvir um podcast a aproveitar ainda o sol que me soube a vida, o meu yoga e meditação, ouvir a Gabrielle Aplin a arrumar a cozinha, a descoberta de os piores e os melhores alimentos para a ansiedade, e a certeza de que se amanhã custar levantar, conto outra vez até cinco e vou a mais um Dia.
Ás vezes sou assim uma espécie de livro de auto-ajuda a meio...para mim mesma. Mas tudo é um caminho, não estaremos sempre todos a meio?
Sempre a descobrir mais todos os dias? Há dias mais no limite que outros. Mas a maré vaza e enche. Sempre.

Corda-Bamba

24.05.18, Joana Cavalcanti

 

Corda bamba, pé frente a pé, vais indo de flores frescas que apanhaste na imaginação, toda arranjadinha, para a aventura da tua vida. Viver a vida. Mesmo que em corda bamba. Vais pé frente a pé saboreando o chá de hortelã todas as manhã. Trocas as voltas às rimas das rotinas más que a vida em corda bamba cria. E pé frente a pé de flores frescas pela manhã, vais tu, cheia de sol e sorriso. Mesmo quando custa.

O que é que consideras importante num blog para que o sigas?

22.05.18, Joana Cavalcanti

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A querida Margarida Pestana lançou-me o desafio de responder a esta questão.

Confesso que me é fácil. Basta pensar nos tempos em que comecei a ler blogs, há muito tempo, quando os blogs eram "quase diários", cheios de segredos e histórias pessoais, poemas, dissertações, criticas de cinema, política, dos mais variados temas...blogs sobre amor, sobre sonhos, sobre viagens, sobre erasmus, sobre vida. 

O que me faz seguir um blog é sem dúvida um conteúdo com cunho um toque pessoal. Onde possa saborear não em termos de cusquice, mas em dom de palavra escrita o que tenham para me mostrar do seu planisfério pessoal. 

Há um mundo em cada um de nós. Um mundo incrível de histórias que só fazem sentido, muitas vezes quando partilhadas, num ecran para serem lidas do outro lado algures por muitos alguéns acompanhados por um chá quente e um gato ternurento.

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