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O Quase Diário

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Ataques de pânico no supermercado.

03.06.18, Joana Cavalcanti

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Chego a casa e ouço o miar do Goji que me vem dizer olá e pedir mimo. Venho ainda desorientada e meio de cabeça vazia-cheia..uma sensação tão estranha, talvez só possivel de conhecer perante um ataque de pânico. Este último que tive começou já em casa antes de sair para o supermercado. Não estava simplesmente a conseguir sair, lá estava eu, paralisada no sofá em casa a ter de fazer uma tarefa absolutamente básica sem o conseguir. Tomei a medicação de SOS que tenho para estes casos, esperei pelo efeito e saí. 

O resultado foi um ataque de pânico em pleno supermercado e uma crise de choro, o ter de ligar à própria mãe aos 29 anos para pedir algum conforto. Uma sensação e situação todas elas plenas de embaraço e vontade de fugir dali a correr estando às tantas na fila no meio da confusão de fim de semana.

Felizmente a ansiedade e o pânico são que nem ondas. Vão e vêm. Vão fluindo. Não vou terminar com frases feitas e felizes a dizer que é fácil viver com esta condição, não é, é um quem me dera sair deste filme. Mas respirando fundo, as ondas rebentam e a maré acalma. Há dias bons!