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O Quase Diário

O Quase Diário

Minimalismo Personalizado

31.07.19, Joana Cavalcanti

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O minimalismo é um tema super na moda. Existem artigos por todo o lado, mas na minha opinião acho que o que está em falta é experiencia-lo na prática: destralhar com consciência, minimizar o que é material, maximizando os nossos momentos, conquistas, memórias para a vida…o quality over quatity, e viver os objectos como apenas isso – objectos, e não algo de que somos pertences. Temos “coisas”, não somos delas.

O minimalismo é para mim não o exagero de chegar ao “quase nada”, mas sim um desapego do que temos em excesso…se tivéssemos noção do que vamos acumulando? Sem lhe dar utilidade…

Assim o minimalismo é para mim passar a pente fino cada objecto e questionar o seu sentido, utilidade e significado. E por fim escolher ficar, doar, ou desfazer.

Outro ponto importante também é que o minimalismo não se prende só com as questões materiais – neste campo passamos a comprar apenas aquilo que necessitamos e nos satisfaz. Não é o mito e protótipo de usar só uma cor de roupa de vestir, ou ter só uma planta e uma cadeira na sala e nunca mais poderemos saborear da “satisfação”

Devido a factores históricos, a sociedade de consumo, passou por um período desenfreado, onde a felicidade se procurava quase em exclusivo em bens materiais – um carro novo, o presente de aniversário, a forma de vestir de acordo com o estatuto social e determinadas marcas que se foram associando. Não há nada de errado, mas sim o perigo de depositar a razão da nossa Felicidade em matérias externas que não nós Próprios. (Além de continuarmos numa busca sem fim).

Mas atenção que não se critica nem põe em causa ou afasta a ideia de uma vida confortável, mas a felicidade é na verdade aquele clichê: está nas pequenas coisas…

Livres de menos tralha, em busca da felicidade no lugar certo, (dentro de nós), uma vida mais alinhada ao minimalismo dá-nos espaço para olhar e viver o que está à nossa volta. Valorizamos mais os outros, dedicamos tempo ao que vale a pena e compramos simplesmente aquilo que nos faz sentido e trás felicidade. É aprender a viver num mundo onde somos bombardeados de publicidade, e ser capaz de escolher aquilo que desejamos pelos nossos motivos. É ter um papel activo na escolha.

Não existe uma regra nem rótulo nisto do minimalismo, acredito! No fundo só cada um de nós pode dizer o que é importante para si mesmo, e ter tempo para cuidar das suas relações, casa, trabalho, família…de Si, e manter o essencial e até algum luxo. Afinal…quality over quantity…mais vale menos que mais, diz-se.

Até me esqueço que tenho um gato...

29.07.19, Joana Cavalcanti

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Não, não vamos aqui falar de animais felinos e fofuras, etc. 

Vamos falar de ANSIEDADE GENERALIZDA (TAG). Ou seja narcissicamente de mim, dos meus desabafos sobre o pequeno período matinal que já passou e as maratonas que já fiz em casa. 

Acordei depressiva sem vontade de fazer nada, logo de seguida vem a ansiedade - a falta de ar incrível que parece que vamos morrer de um ataque de asma. Arranjei-me a custo, com medo de cada passinho que dava ou gesto que fazia. Afinal na minha cabeça "estava a morrer" ...aka...estava simplesmente a ter um sofrido e tonto ataque de pânico...

Esqueço-me muitas vezes nestes momentos que temos um gato cá em casa, que gosta de conviver e normalmente de manhã também tem os seus ataques de loucura de andar a saltar de um lado para o outro e a correr. (outro que não bate bem...).

É então que no meio de faltas de ar e de andar de um lado para o outro na casa ouço um barulho e salto de susto da cadeira da secretária, do sofá, em pé...enfim onde estiver - Foi o Gato!

Aguardo neste momento que o correio chegue com a minha encomenda do livro da Tati Bernardi - "Depois a Louca sou Eu". Caracteres unidos exactamente sobre ansiedade. 

Mas bolas que até esperar pelo correio me põe em ânsias. (ainda não parei de ir à janela ver se vejo a carrinha). 

E puff! Mais um susto por causa do gato.

É verdade muitas vezes tenho de me lembrar que não estou sozinha em casa. (pobre Goji o gato que pelo texto parece ignorado por mim!).

Mas então respiro, e venho aqui ao blog escrever estas trivialidades da minha vida, e a ansiedade acalma, e o meu gato é dengoso e doce no meu colo. Sim tenho um Gato e já não dou pulos na cadeira (por agora).

Mas sabem!? E quando é uma crise de ansiedade em simultâneo quando caiem objectos em casa?...ah essa fica para uma próxima!

Por agora, vai um xanax, que estou aqui... estou doida...e pobre do gato sem culpa nenhuma!

O Turbilhão

27.07.19, Joana Cavalcanti

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De novo um concerto. A cantar aos berros e dançar contigo.

Estas são as memórias que queremos para a vida, os momentos que queremos na pele vividos e com arranhões para ficar a marca da cicratização de não os deixar ir. 

A minha ansiedade põe-me tantas vezes de cabelos brancos num sofá com medo de não te ter, com medo de não ter com quem dar caminhadas matinais e beber uma cevada equanto bebes um chá.

Com medo de me faltar o coração.

Enfim, coisas de pessoal que sofre de ansiedade generalizada e tudo serve para fazer um livro nada simpático.

Estamos num "vai e vem" mas há algo que "vai e vem" no sempre "vem". 

É incognito. Mas cantamos de mãos dadas a fazer a careta que condiz com a letra da canção e temos 16 anos.

Fica.

Quando a ansiedade me deixa escolher os momentos, sem gastrites crónicas e tremores, estou a tremer sim mas de música e beijos teus na bochecha. 

"Cochilo" (gosto muito desta expressão), em momentos bons e recordações. Digo ao medo...já temos cabelos brancos e vamos dançar para concertos! 30 aquela idade da "cidade maravilhosa" de curtição, mas que nos enfia na cabeça através de sinais que já é tempo de crescer a dançar. 

Sou uma azarenta, mas sei que nos 40 te tenho a ti em vez de uma APP móvel para encontros. Seremos aqueles no palco que saltam para a plateia nos agarrar: 

Mais 9 anos assim. Bora? 

desastres de Joana

27.07.19, Joana Cavalcanti

Para fazer brilharete com a minha disléxia, começo logo por procurar como se escreve "desastres" (do título) no Google, para ver a sua ortografia correcta. 

Comi uma quantidade de chocolate para famílias, e preciso de perder peso. 

Devia fazer yoga, mas acordei com dor ciática, logo ando coxa pela casa.

A ansiedade anda à espreita. Respiro...um ataque não por favor. 

Dou milhares de erros, ainda assim dizem-me para escrever. Pergunto constantemente ao meu marido se aqui ou ali é A com H ou sem. 

Escrevo para desabafar irritada por estar coxa e me apetecer ir correr. Ainda que não consiga correr muito mais que uns metros por causa da minha falta de resistência. 

Rio-me de tanta negatividade como ora me irrito.

Puff...ainda assim em dias de merda faço por querer estar aqui a curtir todas estas lengalengas e coxeares.

Mas que não venha a crise de ansiedade por favor!

Felicidade e Psicologia

25.07.19, Joana Cavalcanti

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Já é certo que a felicidade é algo que pode ser adquirido, aliás basta passar por uma sessão de livros de auto-ajuda de uma livraria que os títulos não enganam. 
Mas é dentro dos livros de Psicologia que se encontram os factos. Na verdade a palavra Felicidade era descrita na antiga Grécia incluindo a palavra "joy" (alegria), o que não pressupõe aquele prazer extremo. É segundo Daniel Gilbert (professor de psicologia em Harvard) : "É difícil dizer o que é, mas sei quando a vejo. É simplesmente sentir-se bem".  
Estava a pensar nisto e acabei por ver uma Ted Talk que nos dá a conhecer 5 técnicas, da área da Psicologia Positiva que nos apresenta Shawn Achor, estas se utilizadas (não necessariamente todas) durante 21 dias seguidos começam a fazer-se sentir a nível de aumento de Felicidade. (Existindo aqui um link entre Positividade e Felicidade):

 

  • Gratidão - dizer por exemplo todos os dias antes de ir para a cama 3 coisas pelas quais me sinto grato.
  • Journaling - escrever 1 item ou acontecimento positivo que aconteceu nas últimas 24h.
  • Exercício Físico - faz com que o cérebro se sinta mais leve e liberte o que o preocupa.
  • Meditação - tem um importante impacto sobre o Multitasking.
  • Actos de Bondade - actos conscientes de bondade (ex. quando abrimos a inbox para escrever um email positivo).

 

É escolher uma técnica e ver os resultados! Qual vos parece a mais consistente e coerente/forte?

Dicas Flash: procrastinação

25.07.19, Joana Cavalcanti

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Hoje deixo-te mini dicas para vencer a procrastinação, sabes aquela tarefa na tua agenda que andas constantemente a adiar?

Vamos a isso:

–  Imagina os benefícios: o que te trará de bom terminar essa tarefa? Quão bem te sentirás? Recorda a última vez que fizeste alguma coisa género – o lado positivo?


– Programa uma recompensa a curto prazo. De que modo poderia programar, recompensar-te pelo progresso final, rumo ao objectivo final. 

 

– Associa a primeira tarefa a algo de que gostes. Identifica o pequeno passo que tens de dar. De seguida arranja uma forma de ligá-lo a algo que vais definitivamente fazer hoje, rumo ao objectivo final.

 

– Amplifica o lado negativo da inércia: o que te custará em troca de não fazeres a tarefa de hoje? Que compromissos prévios podes assumir?

 

– Aplica o “porquê”: Se ainda tens relutância em fazer progressos, faz a ti mesmo questões do tipo “porquê” – Qual é e como surge o meu verdadeiro bloqueio? O que podes fazer para resolver isso?

 

fonte: Webb. C. "Tenha um bom dia!" (2017), 1ª edição, Editorial Presença.  

A Seta (ou o mais Vulnerável)

23.07.19, Joana Cavalcanti

Tenho mil e um cadernos e diários espalhados. 

Todos com começos e páginas arrancadas. Talvez...talvez tenha medo de os fechar, em ciclos onde "reis e cavaleiros" não me podem salvar..."put together again" pelo menos. Onde tenho medo de levar a batalha em mãos por mim própria.

Talvez fechar um diário terminado seja uma boa seta no coração, e da qual tenho medo. Medo de deixar entrar pelo desconhecido, do que vem, do que vou Ser. Se sou capaz de Ser?

Mas preciso de perdição. Preciso de largar tudo e preencher o vazio...(onde tu já cabes em coração rosa..."so...you could stay...But who could stay?".

É que isto de "ser humano" é mapa sem bússola. Vemo-nos num todo, no cheio, nas quedas, nas gargalhadas, nos defeitos, nas qualidades. Isto de ter um diário é igual, vemos todas as camadas. Vejo-me através de Mim mesma. 

E então, a Vulnerabilidade chega.

Os outros vão conhecendo partes apenas. Até então dar-mos tudo a alguém. 

"Nunca mais cresço, e o tempo está a passar depressa". Mas quero uma Vida cheia. Com Sol e Chuva, e o cinza pelo meio como deve ser. Onde "os inimigos não começam todos por amigos", não é Helena?

Quero um diário com caracteres até à ultima página.

Posso não poder ser salva por "Reis e Cavaleiros"..."But combat, I'm ready for combat!"

E que nem hunger games.

 

#eusoucapaz

23.07.19, Joana Cavalcanti

Muitas vezes me deixei ir abaixo. (a ansiedade prende-me ao chão tantas vezes).
Porém vem o dia em que o sol brilha, e a vida parece dançar contigo. És capaz, não invejas, estás em paz contigo mesma e a vida é uma playlist de Haim e Vampire Weekend.
És capaz. É incontornável. O sol brilha por(para) ti.

Quando não sabemos quem somos...

17.07.19, Joana Cavalcanti

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Quer estejas a passar pelo que parece o pior momento da tua vida ou apenas em busca de novos desafios por exemplo de trabalho, és constantemente confrontada com um universo que te exige mais disto, mais daquilo. 
És não só mulher, mas talvez mãe, namorada, companheira, colaboradora, coordenadora de algum projecto próprio que tens em mãos, responsável pelas tarefas domésticas, chefe de cozinha, amante de cinema nas horas livres, sonhadora compulsiva, revolucionária wanna be,... Enquanto mulheres somos como que desmembradas em múltiplas tarefas... até que chega o click do confronto com o quem sou eu? 
É o momento em que ficas baralhada, em que talvez até desanimada de tudo. Mas é aqui que deves ver surgir uma oportunidade e não um desânimo! É um desafio para responderes à tua própria questão! 
Who am I?
Faz uma lista, mesmo que seja de palavras soltas, faz uma caminhada a ouvir um podcast ou uma meditação e escrever, escreve mesmo que seja "não sei o que escrever ou fazer". Vê o que daí surge. Vê que resposta surge à tua identidade. 
Na dúvida de ti, volta a acreditar nas respostas que encontras em exercício, directos do coração com todas as tuas forças.

carta de coração cheio.

17.07.19, Joana Cavalcanti

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Dormes comigo, mesmo nos meus dias maus, aqueles dias de ataques de pânico e ansiedade em que o meu medo de tudo e de nada leva a racionalidade embora. Dormes comigo nos dias maus, nos dias de olheiras, nos dias em que acordei a chorar, nos dias em que tenho medo de bater no fundo outra e outra vez, nos dias de incerteza. Dormes comigo nos dias muito bons, naqueles em que me consigo até adjectivar num extremo de super mulher, nos dias bons de gargalhadas e boa onda, nos dias serenos, nos dias de simplicidade, nos dias mais ou menos, nos dias todos.

Dormes comigo todos os dias. E ainda bem que deixei de tentar existir sem ti para passar a merecer acordar todos os dias contigo - sejam eles que dias de adjectivo que vier. 
Caso-me contigo todos os dias.

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