Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Quase Diário

O Quase Diário

Minimalismo Personalizado

31.07.19, Joana Cavalcanti

e90b923ec27d474a05be07d13024ffbd.jpg

O minimalismo é um tema super na moda. Existem artigos por todo o lado, mas na minha opinião acho que o que está em falta é experiencia-lo na prática: destralhar com consciência, minimizar o que é material, maximizando os nossos momentos, conquistas, memórias para a vida…o quality over quatity, e viver os objectos como apenas isso – objectos, e não algo de que somos pertences. Temos “coisas”, não somos delas.

O minimalismo é para mim não o exagero de chegar ao “quase nada”, mas sim um desapego do que temos em excesso…se tivéssemos noção do que vamos acumulando? Sem lhe dar utilidade…

Assim o minimalismo é para mim passar a pente fino cada objecto e questionar o seu sentido, utilidade e significado. E por fim escolher ficar, doar, ou desfazer.

Outro ponto importante também é que o minimalismo não se prende só com as questões materiais – neste campo passamos a comprar apenas aquilo que necessitamos e nos satisfaz. Não é o mito e protótipo de usar só uma cor de roupa de vestir, ou ter só uma planta e uma cadeira na sala e nunca mais poderemos saborear da “satisfação”

Devido a factores históricos, a sociedade de consumo, passou por um período desenfreado, onde a felicidade se procurava quase em exclusivo em bens materiais – um carro novo, o presente de aniversário, a forma de vestir de acordo com o estatuto social e determinadas marcas que se foram associando. Não há nada de errado, mas sim o perigo de depositar a razão da nossa Felicidade em matérias externas que não nós Próprios. (Além de continuarmos numa busca sem fim).

Mas atenção que não se critica nem põe em causa ou afasta a ideia de uma vida confortável, mas a felicidade é na verdade aquele clichê: está nas pequenas coisas…

Livres de menos tralha, em busca da felicidade no lugar certo, (dentro de nós), uma vida mais alinhada ao minimalismo dá-nos espaço para olhar e viver o que está à nossa volta. Valorizamos mais os outros, dedicamos tempo ao que vale a pena e compramos simplesmente aquilo que nos faz sentido e trás felicidade. É aprender a viver num mundo onde somos bombardeados de publicidade, e ser capaz de escolher aquilo que desejamos pelos nossos motivos. É ter um papel activo na escolha.

Não existe uma regra nem rótulo nisto do minimalismo, acredito! No fundo só cada um de nós pode dizer o que é importante para si mesmo, e ter tempo para cuidar das suas relações, casa, trabalho, família…de Si, e manter o essencial e até algum luxo. Afinal…quality over quantity…mais vale menos que mais, diz-se.

3 comentários

Comentar post