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O Quase Diário

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Tio.

01.04.20, Joana Cavalcanti

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Nos meus 12 anos ouvia eu a canção "Show Must Go On" num contexto completamente diferente, num filme um musical que saíra na altura. Uma História de Amor. 

Voltando ao presente e para não dispersar como é meu hábito, hoje aprendi que 10 anos é muito tempo. Imensidão que dá para criar segunda família, tempo de se estabelecerem verdadeiros laços. 

O Tio Cassiano morreu.

Era o Tio Luz, o Tio da Lampreia na noite de Natal, (agora vem o meu preferido)...o Tio das Óperas e de uma paixão por arte e cultura. O Tio da casa do Princípe Real, que onde entrei pela primeira vez disse ao meu namorado, agora marido, "quero viver contigo num sitio assim". Antigo, cheio de histórias, e na sala aquele móvel de Vinis até ao tecto. Na verdade não era meu Tio, mas Tio do meu marido. Conseguiu ser meu porque eu o quis. Naquela noite em que nos puxou da velha e pequenina casa junto à dos "Contos da Casa", para as festas de agosto em Loriga, e era ver-lhe todas as cores do arco-íris no rosto. Foi aí que lhe chamei Tio com a verdadeira afinidade da palavra, como família. Uma História de Amor. (afinal existem sobre todos os formatos, amizade, mãe e filho, namorados...tios e sobrinhos).

Mas voltando ao presente, Eu, uma miúda de vinte e muito muito poucos na altura com 30 hoje, percebo agora o peso dos anos sobre os sentimentos. Hoje o de perda. De histórias de amor desfeitas. Mas haja sempre cor:

My soul is painted like the wings of butterflies
Fairy tales of yesterday, grow but never die
I can fly, my friends
The show must go on
 

O filme de que falava no inicio era o Moulin Rouge...na sua para sempre Paris.

Ao Eric, Tia Nina, Tia Cristina, Tia Pipita, Família (agora minha) e Amigos (agora meus). 

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